Nancy Vieira: «Apesar de não perceberem as letras, as emoções da música passam» (veja a entrevista)

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Nancy Vieira lançou “No Amá”, o quarto disco da sua carreira. O Propagandista Social falou com a cantora sobre o novo trabalho, a receptividade do álbum no estrangeiro e o desafio de fazer música em tempos de crise. Veja o vídeo da entrevista:

“No Amá”, “Amêmo-nos” em português, junta os ritmos quentes de África em 12 canções que «têm como tema fundamental o amor nas suas mais diversas formas».

Nancy faz um balanço positivo do lançamento do álbum um pouco por todo o mundo.

«Primeiro foi lançado em cabo verde e há algumas semanas em Portugal. Na semana passada foi em França e no resto do mundo. Está a ser muito bem recebido.»

Se a recepção positiva era espectável em Portugal, o mesmo não se previa em países como a França. Ainda assim, o sucesso repetiu-se.

«(Os estrangeiros) não percebem o português, não têm nenhuma familiaridade com o crioulo que eu canto. É uma coisa muito estranha, mas positivamente estranha porque apesar de não perceberem as letras, as emoções da música passam.»

Em tempos de crise, Nancy reconhece que a crise afeta a industria musical, mas não totalmente.

«A cultura na sua parte mais industrial [é afetada]. Mas a parte mais criatividade nunca está em crise. (…) Essa parte mais artística não está em crise.»

Esperemos que a crise se mantenha longe do trabalho de Nancy. O sucesso da cantora coloca-a como um dos principais nomes a garantir a sucessão da música africana de Cesária Évora e Tito Paris.

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